TPM… SPM… TDPM, não é coisa da mulher moderna!

Que ela existe não restam dúvidas, mas será que ela sempre existiu? Por que ela ficou tão popular nos últimos tempo? Buscamos um pouquinho da história e descobrimos que ela não é tão moderna quanto pensávamos e já sofreu várias alterações na nomenclatura.
Os gregos Semonides (2600 a.C) e Hipócrates (600 a.C), já descreviam as alterações de comportamento, as alucinações e os delírios resultantes da retenção do fluxo menstrual, também relatado por Platão, Aristóteles e Plínio. A descrição de doenças e transtornos que incidem no período menstrual também foi encontrada nos papiros a 2000 a.C.
Uma das primeiras descrições da tensão pré-menstrual (TPM), datada em 1842, foi reconhecida como caso de “insanidade” pré-menstrual. A partir desta data, começaram a descrever o período menstrual como um intervalo de tempo em que ocorria clara alteração de tipo afetivo relacionadas com a ocorrência da psicose pós-parto. O quadro foi caracterizado por mau humor, propensão a brigas e melancolia durante este período. Em 1931 Robert T. Frank, fez a primeira descrição científica da tensão pré-menstrual relacionada a acúmulo de hormônios sexuais no organismo. Segundo Frank, as mulheres sentem as conseqüências de em função de fadiga e irritabilidade, como se não coubessem em si, e apresentam o desejo de aliviar sua tensão por meio de ações consideradas tolas ou doentias. Elas obtêm alívio completo das queixas logo após a descida do fluxo. Na década de 1950 a nomenclatura TPM foi revisada e consideraram tal termo insuficiente, sendo a tensão apenas um dentre os sintomas apresentados nesse transtorno, propondo a adoção do termo “síndrome pré-menstruais” (SPM). Em 1987 o conceito da SPM evoluiu para ”transtorno disfórico pré-menstrual” (TDPM).
A partir do reconhecimento da TDPM como doença, surgiu uma série de questões éticas e legais relacionadas à responsabilidade penal e à discriminação das mulheres portadoras desse sofrimento. Porém muitas mulheres ainda se queixam, com frustração e mágoa, da falta de sensibilidade dos profissionais de saúde em avaliar a doença, bem como da falta de opções terapêuticas. Mas é importante ficar atenta para esses sintomas, pois caso eles não cessem até o final da menstruação, não é TPM!
Portanto, é possível ver que as mulheres sempre tiveram esse distúrbio, porém agora com a inclusão ao mercado de trabalho, elas estão mais sobrecarregadas com suas tarefas diárias, o que levam os sintomas da TPM a ocorrerem de forma mais intensa, e assim, devemos aprender a lidar com certas situações nesse período contando principalmente com a nossa própria paciência!

E pra finalizar esse assunto tão polêmico, um pouquinho de bom humor.

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