Um brinde às nossas Raízes

Quando éramos crianças, sempre comemorávamos (felizes) o Dia do Índio na escola. Depois que cresci, parece que esse dia nunca mais teve importância… Isso me traz a sensação de que quanto mais adultos nos tornamos, mais longe ficamos de nossas origens.

 

 Os índios são simples, puros, ricos e sábios. Seus idosos são altamente respeitados e admirados pela sua sabedoria, pois carregam consigo a grande história de seus povos, costumes e rituais.

Considerando que o povo indígena pensa com o coração e sente com a cabeça, busquei um pouquinho da tradição de seus partos, que particularmente me encantam muito. Hoje em dia, é muito comum que mulheres de aldeias façam seu pré-natal e parto em hospitais, pelo controle de natalidade e prevenção da mortalidade infantil. Mesmo tendo seus filhos em hospitais convencionais, elas lutam para manter suas tradições e rituais, o que aos meus olhos, são muito evoluídos.

Receber o bebê é uma das maiores dificuldades do mundo civilizado. O universo emocional é absolutamente primitivo e infelizmente nossos médicos não estão preparados psicologicamente para ajudar e incentivar a mulher no momento de dar à luz.

As índias parteiras acreditam que as mulheres tendem a fazer coisas erradas na hora do parto, e isso dificulta na expulsão do bebê. E essas coisas erradas são coisas que para nós, são absolutamente normais, como: comer, falar demais, não sentir e não pensar. O fato da mulher se preocupar faz com que ela se desconecte do seu corpo e por isso é importante manter o coração calmo. Durante o trabalho de parto é essencial que a mulher preste atenção aos ritmos do corpo, ao invés de fugir assustada para uma solução externa.

 

 Ainda temos um pouco de bloqueio e dúvida sobre o que devemos fazer com a placenta após o parto, mas na cultura indígena, a placenta é sagrada. Como tradição, a placenta é enterrada no local onde as mães dormem, para que os recém-nascidos ganhem proteção e tenham um ciclo de vida melhor.

Fisiologicamente, não há nada que diferencie as mulheres. Sejam índias, brancas, amarelas ou negras, na hora do parto toda mulher tem a capacidade de virar uma leoa, um bicho que dá conta de se livrar do medo e da dor em benefício à sua cria.

Considerando que os índios tem dentro de si a verdadeira essência humana, é com muito orgulho e respeito que dedicamos o dia de hoje a esse povo.

Gratidão,

Flávia.

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