Meu Sagrado Feminino

Há algum tempo eu venho me aproximando de mim mesma por diversas formas, através da espiritualidade, terapias, yoga, meditação, prática de atividades físicas, contato com a Natureza e principalmente me entendendo, ou melhor, me aceitando como mulher.

Agora, aceito como um chamado a minha vontade repentina de me envolver cada vez mais com o meu Sagrado Feminino, e é bem intencionada que eu planto uma sementinha dentro de todas as mulheres que me dão abertura para falar um pouco sobre isso e despertar o seu Sagrado também.

A palavra Sagrado pode parecer pesada, mas acredite… Não existe termo melhor.

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Todo ser humano carrega dentro de si duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas, o yin (princípio feminino) e o yang (princípio masculino). Com a era patriarcal a energia masculina anulou a feminina, criando uma sociedade doente que fica o tempo todo disputando por poder e espaço. Como conseqüência (e aos olhos dos mais sensíveis) perdeu-se a energia do amor, da compaixão e do respeito mútuo. Por isso é importante que essas polaridades estejam em equilíbrio, só assim o ser humano pode viver em paz.

O Sagrado Feminino defende a idéia de que a Divindade está também na vida manisfesta, entre nós o tempo todo. Presente na matéria, na natureza, nos animais, nos ciclos das estações, nos seres humanos e na sexualidade, ajudando a nos trazer de volta a percepção de que toda a forma de vida faz parte de um todo.

A sociedade em que vivemos, faz com que a mulher se desconecte da sua essência e negue a sua relação “divina”, e junto, a Mãe Terra vem sendo desprezada e o feminino torna-se cada vez menos Sagrado. Despertar o Feminino é deixar a mulher sábia, consciente de si mesma, mergulhar em um mundo de amor próprio e respeitar o seu mundo interior.

As mulheres que se envolvem com o Sagrado Feminino aprendem a se desvincular de padrões de beleza e regras pré-estabelecidas pela sociedade. Elas passam a se aceitar e se amar exatamente como são em essência, enxergam-se como Deusas e valorizam o seus poderes naturais de gerar, nutrir e principalmente amar incondicionalmente. São mais sinceras com suas próprias vontades, felizes, amáveis e únicas.

As rodas de Sagrado Feminino propõem a oportunidade de mulheres que buscam o mesmo caminho se encontrarem e trocarem experiências. Cria-se um espaço sagrado para reuniões, união de idéias e ideais em prol de um bem comum. É com muito prazer que abrimos a nossa Casa quinzenalmente para receber mulheres que buscam se aproximar da sua essência independente da idade, religião ou fase da vida.

Gratidão,

Flávia.

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“Dor nas costas” durante a Gestação

Quem um dia foi gestante, ou já conviveu com uma, sabe muito bem que uma das principais queixas entre elas é a DOR. Especificamente na região lombar, aparentemente decorrente ao peso do barrigão, que vai se intensificando com o passar dos meses. Mas na verdade, desde o primeiro momento em que a mulher está GRÁVIDA, o corpo dela passa a sofrer alterações fisiológicas, umas visíveis e outras não, que desajustam seu sistema musculoesquelético. Vamos tentar deixar um pouquinho mais claro o que acontece no corpo das mulheres durante essa fase e o porquê dessas dores surgirem. Assim ninguém mais vai poder falar que é frescura de grávida!!!

Umas das primeiras mudanças que a mulher sofre é o aumento do volume e peso do útero e mamas, que associados à frouxidão ligamentar, favorecem o desajuste no sistema articular e muscular; o edema acomete 80% das gestantes no último trimestre, que devido a esse aumento de fluído pode haver compressão de nervos e ligamentos; o ganho de peso, levando sobrecarga nas estruturas e instabilidade na postura corporal. Com todas essas mudanças básicas e perceptíveis, é possível imaginar que quem responde a isso é a nossa coluna, pelve, joelhos e extremidades.

Estudos relatam que a quantidade de gestantes que apresentam dores nas costas é quase 14 vezes maior do que mulheres não grávida e que estas dores e desconfortos podem permanecer até 3 anos após o parto, podendo afetar diretamente a qualidade de vida destas mulheres influenciando de modo negativo as atividades domésticas , disposição física, habilidade motora, qualidade do sono, humor, vida social e lazer.  Muitos países já consideram este, um problema de saúde pública, oferecendo acompanhamento especial e diferenciado para quase a totalidade das gestantes.

Essa lombalgia tão característica ocorre devido ao aumento da circulação dos hormônios progesterona, estrogênio e relaxina, que acontece durante a gestação e resulta em retenção hídrica, hipermobilidade pélvica e comprometimento de outras estruturas que alteram a estabilidade da coluna vertebral. A expansão uterina traciona a base sacral provocando inclinação anterior da pelve e flexão do quadril. Esta modificação do eixo pélvico causa hiperlordose lombar, que acarreta elevação da atividade do músculo ileopsoas e sobrecarga no músculo transverso abdominal. A lordose lombar aumenta, em média, 5,9° e a inclinação anterior da pelve, 4°.

É importante tomar cuidado com doenças associadas que possam causar o mesmo tipo de dor. Para evitar erros diagnósticos, é proposta uma única nomenclatura para a definição destas algias, ressaltando a distinção entre elas:

É possível compreender que a dor é um mal necessário durante a gestação. Porém, é mais fácil ainda acreditar que existem técnicas e tratamentos específicos para o alívio de lombalgias e outras dores decorrentes deste período, como orientações posturais, auto-conhecimento do corpo, ergonomia, exercícios específicos para a gestação, fortalecimento da musculatura posterior e períneo, exercícios estabilizadores da pelve, hidroginástica, RPG, acupuntura e relaxamento muscular. Procure um profissional qualificado e coloque um freio nos sintomas.

Beijos,

fsMulher.

Hormônios, pra que te quero????

Teoricamente, a menstruação e o ciclo hormonal feminino devem funcionar em harmonia. Porém, nós mulheres sabemos que na prática a coisa não funciona bem assim! A única certeza que temos em mente, é que nosso corpo é uma bomba de hormônios responsáveis pelo nosso bem-estar, estado emocional, espiritual e físico.

Para as meninas, a adolescência vai dos 9 aos 16 anos, esta é uma fase de transição da infância para a fase adulta. Neste momento os hormônios começam a entrar em ação trazendo algumas mudanças físicas e fisiológicas, entre elas o aparecimento de pêlos, o crescimento das glândulas mamárias, às vezes acnes e cravos, alterações emocionais e comportamentais, além da (às vezes temida) menarca, conhecida como “o dia em que fiquei mocinha”. O que cai pra nós, demora um tempo para nos adaptarmos à idéia de que agora somos mulheres, e as nossas responsabilidades mudam um pouco. Com isso vem uma das tarefas mais difíceis… aprender a lidar com a famosa TPM (e olha que ela existe de verdade).

Com passar do tempo, nosso auto-conhecimento vai se aprimorando e tudo se torna desconhecido novamente quando engravidamos!!! A partir daí, constantemente o corpo fica durante 9 meses sofrendo alterações diárias, e quando nos acostumamos o bebê nasce, e tudo vira uma bagunça novamente. Passando pela fase de lactação, a que nosso corpo necessita de muita energia para as mamadas do bebê, assim o mesmo cresce, traz alegrias e mais responsabilidades.

E para finalizar o nosso ciclo, chegamos ao climatério, que pode ocorrer dos 40 aos 65 anos. Esta é a fase que para muitas mulheres simboliza o envelhecimento. Os nossos ciclos menstruais começam a cessar até que um dia não menstruamos mais, assim, chega ao fim da vida reprodutiva da mulher, mas não necessariamente a vida sexual. Obviamente (de novo) é necessário um tempo de adaptação para essa nova fase, que traz consigo sintomas claros de que a menopausa chegou.

Resumindo, a vida da mulher é complexa e mágica ao mesmo tempo. Quando conhecemos e reconhecemos cada fase descrita acima, melhor é a adaptação e melhor as saboreamos. Em breve mais detalhes sobre cada uma dessas fases separadamente.

Beijos, =*

FSMulher