Endometriose tem cura?

 


Os tratamentos médicos propostos para a endometriose tem como principal objetivo aliviar os sintomas da doença, principalmente a DOR. As condutas buscam neutralizar as causas, remover focos e lesões do endométrio e restabelecer a fertilidade. Para que seja possível obter o sucesso do tratamento é necessária uma abordagem multidisciplinar contanto com a ajuda de medicamentos, cirurgia, fisioterapia, psicologia e terapias complementares.
Algumas mulheres chegam a recorrer à terapias cognitivas, acupuntura, hipnose, técnicas de relaxamento, atividades físicas, RPG, pilates, isostreching, psicoterapia e aconselhamento sexual e conjugal, denominando um tratamento “alternativo”, enquanto outras optam diretamente pelos tratamentos cirúrgicos, estes são empregados por laparoscopia ou laparotomia e promovem o alívio da sintomatologia em até 70%. Por outro lado, cirurgia é cirurgia, e envolve riscos para a mulher como possíveis infecções e aderências pós-operatórias que podem trazer dor pélvica, induzidas agora por uma nova etiologia. Lembrando que cada caso é único, e merece individualização no tratamento.

Contando com essas abordagens terapêuticas e cirúrgicas, a doença pode ser bem equilibrada e quanto antes for diagnosticado melhor é o prognóstico, porém ela não se cura e dependendo do grau da doença a mulher pode sofrer complicações permanentes para engravidar.

É necessário estar atento aos sintomas, principalmente em adolescentes que podem confundir com cólicas menstruais intensas. Nosso corpo fala tudo, cabe a nós ouvi-lo e tentar eliminar o que nos faz mau! A endometriose é uma doença difícil de lidar e com o tratamento é necessário ter força para o resgate da qualidade de vida, conscientizar-se sobre o quadro, conviver e participar de todo o processo, buscando a prática de hábitos saudáveis.

Câncer Feminino

Bom dia meninas, depois de um bom tempo sem darmos as caras no blog… voltamos… e com a corda toda.

Há tempos estamos para escrever um post sobre os tipos de câncer que mais acometem as mulheres e ele sempre foi adiado talvez por que eu precisasse de mais tempo para escrevê-lo e para dar mais importância ao tema. É assustador entrar TODOS os dias nos sites de notícias e ver que tem no mínimo dois estudos falando de novos fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Mesmo o assunto sendo abordado de uma forma explícita, nós tendemos fechar os olhos pois realmente ele não é muito agradável.

Chega a ser ridículo, mas todos esses novos fatores de risco estão embutidos no nosso dia-a-dia e são coisas que consideramos inofensivas, ou que nem percebemos estar expostos. Estudos dizem que nascemos com genes “cancerígenos” em nosso corpo, mas que eles estão “desligados” e conforme vamos vivendo e nos expondo a algumas situações, até mesmo emocionais, esses genes são ativados e então nosso corpo fica mais suscetível ao desenvolvimento do câncer. Resumindo, nosso estilo de vida pode influenciar muito para o aparecimento da doença.

O câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que tem o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. Lembrando que em algumas situações os nódulos ou tumores podem ser benignos não levando a vida em risco. A causa da patologia é multifatorial, sendo o resultado da interação de fatores genéticos com o estilo de vida, hábitos reprodutivos e o meio ambiente. O câncer converteu-se a um evidente problema de saúde pública mundial, tornando-se a terceira maior causa de mortes por doenças. Existem muitos tipos de câncer, alguns específicos das mulheres, que podem ser muito bem prevenidos e tratados no estágio inicial evitando uma metástase e aumentando a estimativa de vida da mulher.

Desde a primeira menstruação, a mulher já cria (ou pelo menos deveria) o hábito de consultar um ginecologista no mínimo uma vez por ano. Dessa forma a mulher aprende a se conhecer melhor intimamente para identificar os primeiros sintomas caso haja alguma coisa errada. É necessário entender que o aparelho reprodutor feminino é formado por um órgão externo chamado vulva e outros internos, chamados vagina, útero trompas e ovários. A mama não é considerada um órgão do sistema reprodutor, embora esteja intimamente relacionada a ele e merece uma atenção muito especial.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) a estatística dos principais tumores específicos nas mulheres vem primeiro o câncer de mama, seguido pelo colo de útero, ovários, endométrio/corpo do útero, vulva, vagina e tuba uterina. Podendo mudar a incidência de uma região para a outra.

MAMA

O câncer de mama é considerado como o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, sendo o mais frequente entre as
mulheres. Esta doença encontra-se relacionada ao processo de industrialização, com risco de adoecimento associado ao elevado status socioeconômico, além de fatores de risco como a baixo numero de gestações, idade precoce da primeira menstruação e tardia da menopausa, reposição hormonal, obesidade, tabagismo e consumo de álcool. Essa neoplasia antes vista como a doença da menopausa, atualmente vem atingindo progressivamente um número maior de mulheres, em faixas etárias mais baixas e com taxa de mortalidade também crescente no país. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico pode ser bom.

O sintoma característico é o aparecimento de nódulo na mama, acompanhado ou não de dor. Podem surgir alterações na pele da mama como abaulamentos, retrações e aparência semelhante à casaca de laranja, além de nódulos palpáveis na axila.

COLO DE ÚTERO

O câncer de colo de útero, também chamado de cervical é o segundo mais frequente na população feminina e é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. As alterações das células que podem desencadear a neoplasia são descobertas facilmente no exame preventivo chamado de Papanicolau, por isso é importante a sua realização periódica. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco estão associados como a atividade sexual precoce, mudança frequente de parceiros, número de gestações e filhos, pílulas, higiene inadequada e tabagismo.

Os sintomas frequentes são corrimento vaginal com odor (às vezes sanguinolento), sangramento espontâneo, dor para urinar e durante a relação sexual, aumento da frequência urinária, fraqueza e perda do apetite.

OVÁRIO

O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica mais difícil de ser diagnosticada e o de menor chance de cura, devido à falta de exames para a detecção precoce, a maioria dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnostico o que o associa à alta taxa de mortalidade. Neste caso o fator hereditário é bastante determinante, além de acometer mulheres que não engravidaram, inférteis ou que fizeram tratamentos para induzir a ovulação e mulheres na menopausa ou próximas desse período.

É importante ficar atento aos sinais de dor e aumento do volume abdominal, hemorragias, menstruações com grande fluxo e de longa duração e emagrecimento.

ENDOMÉTRIO

É a patologia ginecológica maligna mais comum nos países desenvolvidos, o aumento da incidência da doença parece estar relacionado com a epidemia de obesidade e crescente expectativa de vida nesses países. Normalmente acomete mulheres por volta de 60 anos, com cerca de 75% dos casos ocorrendo durante a menopausa, está relacionado também aos desequilíbrios hormonais, obesidade, diabetes e hipertensão.

Os sintomas mais comuns são sangramento genital, dor na região pélvica, irregularidade menstrual e aumento do volume abdominal. Além do Papanicolau, são levados em consideração os antecedentes pessoais e familiares para o diagnóstico precoce.

VULVA

O câncer de vulva é um tumor pouco comum, tem incidência predominante na pós-menopausa, aumentando a frequência com o avançar da idade. Embora seja uma doença de localização externa, o diagnóstico, em sua maioria já é na fase tardia.

A maioria das pacientes é assintomática no momento do diagnóstico, mas se houver sintomas a mulher sente coceira na região vulvar, aumento do volume, lesão com sangramento, corrimento e dor, podendo acometer os gânglios localizados na virilha.

VAGINA

Este tipo de tumor é raro, com pico de incidência entre os 50 e 70 anos de idade, com maior prevalência entre os 60 e 65 anos. Este, na maioria das vezes não manifesta sintomas no seu estagio inicial, mas com a evolução da doença as queixas mais comuns são corrimento vaginal, sangramento após as relações sexuais, dor para urinar e na região pélvica, retenção urinária, sangue na urina, aumento da frequência miccional e constipação dependendo da localização do tumor.

TUBA UTERINA

É o mais raro de todos e a sua fisiopatologia ainda permanece em sua maior parte obscura. A maioria destas neoplasias ocorre na pós-menopausa. Em razão de sua baixa prevalência não são recomendados métodos de rastreamento rotineiros.

A tríade clássica de sinais e sintomas associada a esse câncer é o corrimento vaginal aquoso, dor pélvica, aumento do volume abdominal. Normalmente esse tipo de neoplasia é um achado incidental por ocasião de cirurgias para a retirada de outros tumores.

PREVENÇÃO

É inevitável pensar no problema quando estamos diante de todas essas informações, mas no tempo em que estamos, tem sido
cada vez mais difícil dedicar tempo e atenção para ouvir o que o nosso corpo nos diz. O processo global de industrialização,
ocorrido principalmente no século passado, conduziu a uma crescente integração das economias e das sociedades dos vários países, desencadeando a redefinição de padrões de vida com uniformização das condições de trabalho, nutrição e consumo. Pode parecer chatice, mas os cuidados com a alimentação, tabagismo, álcool, sexo seguro e consultas periódicas são essenciais para não facilitarmos o aparecimento da doença. Além disso, estudos recentes mostram que a realização rotineira de exercícios físicos parece ter efeito protetor para o risco de desenvolvimento do câncer.

E você, já foi ao seu ginecologista esse ano? Ele é seu grande aliado, a realização de exames de rotina, autoconhecimento do seu corpo e orientações adequadas são métodos primordiais para evitar futuros problemas.

Beijos =*