Trabalho de Parto – 2º Estágio

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Demoramos um pouco, mas estamos de volta!

Como já descrito anteriormente, a 1a fase do Trabalho de Parto (clique e releia!) inclui o tempo desde o início até o momento e que o colo do útero está totalmente dilatado (10 cm).

O segundo estágio se dá do tempo de dilatação total do colo até o nascimento do bebê o que geralmente varia entre mães de primeira viagem – primigestas e mães que já estão tendo o segundo ou mais filhos – multíparas.

trabalhoparto2No caso das primigestas esse estágio requer 20 contrações e tem duração média de 50 minutos, enquanto nas multíparas são necessárias 10 ou menos contrações terminando após 20 minutos (obs. Para facilitar o entendimento esses números são a estimativa, porém, vale ressaltar que varia de uma gestante para outra).

O estágio II do trabalho de parto é caracterizado por contrações involuntárias do útero associadas com a força voluntária da mãe para empurrar o bebê (comumente chamado de “puxo“) e ajudar o parto. Algumas vezes a mãe começa a empurrar e gemer, sinalizando que está apresentando o reflexo da expulsão, mas nesse momento é muito importante que o obstetra se certifique que haja dilatação total para evitar possíveis lesões do colo do útero.

A mãe deve ser estimulada a trabalhar em conjunto com as contrações uterina, trabalhoparto3
ao mesmo tempo relaxando o períneo e permitindo que o assoalho pélvico alongue-se da maneira mais confortável possível.  Quando receber permissão para empurrar, ela deve esperar até que a vontade de empurrar novamente se torne irresistível. Sempre lembrando de respirar profundamente enquanto empurra com uma força constante, deixando escapar o ar para não prender a respiração contra a glote fechada, evitando grandes flutuações da pressão sanguínea.

trabalhoparto4Quando a cabeça do bebê coroar, a mãe sentirá queimação (também conhecido como “círculo de fogo“. Já ouviu falar?) e alongamento, seguidos por uma dormência naturalmente induzida que resulta quando os tecidos estão totalmente alongados e a circulação sanguínea é suprimida. Essa dormência é conhecida como “anestesia natural”.

Um parto lento e controlado geralmente resulta em trauma mínimo para assoalho pélvico e canal de parto, muitas vezes não necessitando de intervenções cirúrgicas como a episiotomia. A cabeça do feto se molda conforme o bebê desce pelo canal vaginal, os ombros nascem um de cada vez e os esforços da mãe devem ser controlados e ela naturalmente não sente vontade de empurrar. O útero leva alguns momentos para acomodar-se ao volume diminuído, contudo, as fibras musculares e o fundo do útero podem retrair e reduzir o tamanho da cavidade uterina em 30 segundos. Depois disso, o restante do corpo do bebê sai facilmente.

Vale ressaltar que as figuras mais importantes para um bom trabalho de parto são a MÃE e o BEBÊ, todas as pessoas que estão em volta são apenas figurantes. O momento é da mãe e é ela quem deve controlar todo o procedimento. 

Em breve voltamos com o terceiro e último estágio do trabalho de parto.

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Fonte: Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia

         The Pregnant Body Book

 

= fsMulher =

Trabalho de Parto – 1º Estágio

A maneira mais fácil de entender o trabalho de parto humano é dividí-lo em estágios e fases. Ele pode ser dividido em 4 estágios:520942-101128-46 

Estágio I – Dilatação: Período de afinamento e dilatação do colo uterino conforme o bebê desce

Estágio II – Período expulsivo: Parto do bebê

Estágio III – Dequitação: Parto da placenta

Estágio IV – Pós-parto

Nesse post daremos ênfase ao Estágio I o qual é comumente conhecido como trabalho de parto e está dividido em 3 fases:

– Trabalho inicial ou fase latente

– Trabalho ativo ou fase ativa

– Trabalho tardio ou transição

A fase inicial ou latente é geralmente a mais longa porque as contrações são mais leves e ficam no pico por um tempo mais curto do que as contrações tardias. É difícil prever com exatidão a duração dessa fase, mas em média dura torno de 10 horas. Durante esse tempo, a mãe está ansiosa e em dúvida se este é realmente o trabalho de parto. As principais características dessa fase é que o colo amolece, afina, começa a dilatar; começam as contrações leves com intervalos de 20 a 5 minutos, pode-se ter corrimento, haver dor nas costas e náusea, além de 3 a 4 cm de dilatação.

Nesse período a mãe deve tentar relaxar; continuar suas atividades em casa; respirar profundamente quando não puder mais caminhar.

diagram-closeup-head-effacement-dilationA fase ativa trata-se tipicamente de um período agitado para a mãe, as contrações se tornam mais duradoras, mais fortes e com intervalos menores entre si. É nesse momento que os médicos geralmente sugerem que a mulher seja internada. Mulheres que freqüentam aulas de preparação para parto aprendem como relaxar, respirar e lidar com a dor associada com as contrações durante o processo de internação. Esse momento pode ser estressante para algumas mulheres e casais. As principais características dessa fase é que o colo se abre; o bebê desce; contrações aumentam; têm duração de 2 a 9 horas; sensação de pressão na parte inferior das costas, virilha e períneo, além de 4 a 7 cm de dilatação, contrações com 60 segundos de duração e intervalos de 5 a 1 minuto.

A mãe pode se sentir sobrecarregada ou desanimada, nesse momento ela deve concentrar-se na respiração, mudar de posição e principalmente conservar energia.

O trabalho tardio ou de transição é caracterizado pelas contrações freqüentes, longas e intensas, acompanhada com sintomas de náusea, vômito, tremores nas pernas e sentimentos de desanimo. É a fase mais difícil e também a mais curta, o colo está aberto e o bebê entra no canal de parto. As contrações tem duração de 60 a 90 segundos com 7 a 10 cm de dilatação. Nesse momento, a mulher sente uma compulsão para fazer força e expulsar o bebê. A fase de transição pode durar uma hora ou mais, o ideal é que a mãe consiga relaxa o corpo e o períneo; lembrar sempre que o bebê está chegando e repousar entre as contrações mantendo uma respiração calma e fluida.

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As mulheres que buscam um parto normal e desejam um trabalho de parto menos afobado devem procurar hospitais que as deixem caminhar e se mover durante todo o processo, que permitam assumir posições para o trabalho de parto diferentes das utilizadas numa litotomia (posição ginecológica) padrão e receber intervenção mínima da equipe de enfermagem, fisioterapeutas ou doulas se essa for a sua vontade.

Em breve, os próximos estágios do trabalho de parto.

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Fonte: Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia 

           The Pregnant Body Book

“Dor nas costas” durante a Gestação

Quem um dia foi gestante, ou já conviveu com uma, sabe muito bem que uma das principais queixas entre elas é a DOR. Especificamente na região lombar, aparentemente decorrente ao peso do barrigão, que vai se intensificando com o passar dos meses. Mas na verdade, desde o primeiro momento em que a mulher está GRÁVIDA, o corpo dela passa a sofrer alterações fisiológicas, umas visíveis e outras não, que desajustam seu sistema musculoesquelético. Vamos tentar deixar um pouquinho mais claro o que acontece no corpo das mulheres durante essa fase e o porquê dessas dores surgirem. Assim ninguém mais vai poder falar que é frescura de grávida!!!

Umas das primeiras mudanças que a mulher sofre é o aumento do volume e peso do útero e mamas, que associados à frouxidão ligamentar, favorecem o desajuste no sistema articular e muscular; o edema acomete 80% das gestantes no último trimestre, que devido a esse aumento de fluído pode haver compressão de nervos e ligamentos; o ganho de peso, levando sobrecarga nas estruturas e instabilidade na postura corporal. Com todas essas mudanças básicas e perceptíveis, é possível imaginar que quem responde a isso é a nossa coluna, pelve, joelhos e extremidades.

Estudos relatam que a quantidade de gestantes que apresentam dores nas costas é quase 14 vezes maior do que mulheres não grávida e que estas dores e desconfortos podem permanecer até 3 anos após o parto, podendo afetar diretamente a qualidade de vida destas mulheres influenciando de modo negativo as atividades domésticas , disposição física, habilidade motora, qualidade do sono, humor, vida social e lazer.  Muitos países já consideram este, um problema de saúde pública, oferecendo acompanhamento especial e diferenciado para quase a totalidade das gestantes.

Essa lombalgia tão característica ocorre devido ao aumento da circulação dos hormônios progesterona, estrogênio e relaxina, que acontece durante a gestação e resulta em retenção hídrica, hipermobilidade pélvica e comprometimento de outras estruturas que alteram a estabilidade da coluna vertebral. A expansão uterina traciona a base sacral provocando inclinação anterior da pelve e flexão do quadril. Esta modificação do eixo pélvico causa hiperlordose lombar, que acarreta elevação da atividade do músculo ileopsoas e sobrecarga no músculo transverso abdominal. A lordose lombar aumenta, em média, 5,9° e a inclinação anterior da pelve, 4°.

É importante tomar cuidado com doenças associadas que possam causar o mesmo tipo de dor. Para evitar erros diagnósticos, é proposta uma única nomenclatura para a definição destas algias, ressaltando a distinção entre elas:

É possível compreender que a dor é um mal necessário durante a gestação. Porém, é mais fácil ainda acreditar que existem técnicas e tratamentos específicos para o alívio de lombalgias e outras dores decorrentes deste período, como orientações posturais, auto-conhecimento do corpo, ergonomia, exercícios específicos para a gestação, fortalecimento da musculatura posterior e períneo, exercícios estabilizadores da pelve, hidroginástica, RPG, acupuntura e relaxamento muscular. Procure um profissional qualificado e coloque um freio nos sintomas.

Beijos,

fsMulher.

Dia 15 de Agosto, Dia da Gestante!

A natureza é sábia! Com apenas alguns segundos de vida já nos instalamos no lugar mais seguro e confortável que existe para que possamos nos formar, crescer e nutrirmos. Um local aconchegante e com a temperatura tão agradável, que até mesmo dispensa os tecidos.

Um espaço harmonioso, luz e aroma tranquilizantes. Além dos benefícios físicos, o proprietário deste ambiente ainda nos oferece paz, atenção e muito amor. O útero materno é o lugar mais propício para que a divindade da vida seja gerada, uma mãe não mede esforços para garantir que o seu bebê esteja sempre saudável e muito bem protegido. Desta forma, não poderíamos deixar de celebrar o dia da GESTANTE!

É comum ouvirmos falar sobre o mês das noivas, mês das mães, mês da mulher, mas… mês da gestante??? Confessamos que nunca havíamos ouvido falar nesta data até o mês passado, mas ao descobrirmos, ficamos contentes, afinal, esta data é de tamanha importância assim como qualquer outra data comemorativa! É o dia para homenagearmos aquela pessoa que carrega dentro de si, um novo ser, minúsculo, frágil e ao mesmo tempo tão inteligente que cresce a cada dia.

 

É o dia dedicado para pensar como é que o nosso organismo é capaz de fazer e se adaptar à isto! Como é possível, dentro de uma pessoa permitir a fecundação de 2 gametas de tamanhos microscópicos? Estes que ao se unirem são capazes de desencadear uma série de reações físicas e psíquicas para a preparação do território, o crescimento do bebê, o momento exato para o nascimento e o tempo necessário para que o corpo volte ao normal após o parto.

Para que o bebêzinho se desenvolva dentro do ventre da mãe, ele conta com a ajuda de hormônios em altas doses, e ainda assim, algumas gestantes não sentem absolutamente nada, como é possível? Enquanto outras sentem toda essa oscilação hormonal, porém se adaptam a todas essas transformações… e como se não bastasse isso ainda se sentem felizes e radiantes. Só quem já gerou um filho dentro de si sabe qual é esta sensação. E não importa quantas gestações a mulher passou. Cada gestação é unica.

 

Desejamos a todas às mulheres que neste momento servem de abrigo e nutrem um ser dentro de si, parabéns!!! Aproveite cada momento desta gestação, pois sem dúvida ela é única e um dia você sentirá saudade da barriga, dos chutes e até mesmo dos enjôos. Nossa ideia era apenas fazer um momento de reflexão para houvesse o questionamento sobre O QUE É GERAR UMA PESSOA? Tenham um ótimo dia!

Mudanças de humor durante a gravidez tem solução?

“Esses dias eu chorei só de ver uma propaganda na tv!!!”, “Estou bem e do nada fico tão irritada com meu ‘namorido’, coitado!!” .. Essas expressões vocês já devem ter ouvido de amigas ou até mesmo enquanto vocês estiveram (ou estão) grávidas! Ou seja, as gestantes oscilam o humor com facilidade, entre o choro e a felicidade. O que é isso? Coisa de grávida?? Não tem solução??

Sim, é coisa da gravidez! E tem explicação biológica: durante a gravidez os níveis de hormônios femininos (estrógeno e progesterona) aumentam excessivamente deixando o organismo das futuras mães muito “confuso”. Assim como a TPM que é uma queda drástica dos mesmos hormônios e isso altera o humor das mulheres, o aumento súbito deles também traz suas consequências.

Porém, nas futuras mamães, além das alterações hormonais, existem também as preocupações: “Vou ser uma boa mãe?”, “Será que vai nascer bem?”, “Será que vou ficar com estrias?”, “Será que vou saber educar bem?” Inumeras são as preocupações que surgem, mas ao mesmo tempo é uma situação ambígua, pois gerar um ser no ventre é algo fantástico! Exemplo de que a natureza sabe o que faz.

Mas enfim, tanta oscilação cansa! Tem solução? Sim!

ATIVIDADE FÍSICA! Claro, especializado para grávidas!

Todas as gravidinhas que temos atendido até hoje relatam que ficam menos ansiosas, mais calmas, melhoram a autoestima e a auto-imagem, oscilam menos do choro para o sorriso (e vice-versa) e ficam mais preparadas emocionalmente para o dia da chegada do bebê!! Por quê?? O exercício físico leva a liberação de alguns hormônios, entre eles a endorfina. Este é capaz de aliviar as dores, colocando o organismo inteiro em um estado de relaxamento, além disso executa uma papel essêncial entre a vitalidade e a depressão.

Além da atividade física é importante preparar melhor o corpo para o momento tão esperado, o parto. Poder esclarecer dúvidas que surgem a cada trimestre e estar em ambiente que terá contato com outras gestantes pode ajudar muito. Poder compartilhar os medos e as novidades com acompanhamento de profissional especializado para esclarecê-los é a melhor solução.

Portanto, se você que está grávida ou conhece alguém que esteja, procure um fisioterapeuta especializado em obstetrícia e sinta-se mais segura com uma gestação maravilhosa e podendo desfrutar de cada momento que é único!!

Vale ressaltar que é essencial o consentimento médico para iniciar qualquer atividade física!

Beijos,

FSMulher