EU AMO MEUS PEITOS

Você já teve momentos em sua vida que você pensa “Tenho que fazer algo diferente este ano!!”?  Dizem que pelo menos 1x por ano nós tomamos este tipo de decisão! Então que tal iniciarmos um hábito simples, porém essencial à vida das mulheres e que ajudará a diminuir bastante os diagnósticos tardios e estágios avançados da doença que mais atinge a população feminina? Estou me referindo ao AUTO–EXAME de MAMA!

Já sabemos que é o tipo de câncer mais frequente nas mulheres e quanto mais tarde descobrir a doença, pior é o prognóstico. Portanto, além da visita anual ao ginecologista, vamos fazer a nossa parte! Embora se fale bastante neste tema, ainda tem muitas mulheres que insistem em ter vergonha de olhar seu próprio corpo e tentar escondê-las. Vamos parar com isso, pois o auto-conhecimento do seu corpo é a chave para se ter uma saúde melhor e evitar doenças em estágios mais avançados.

Fazendo mensalmente o exame você se conhece melhor, e facilita a percepção de qualquer alteração que surgir: pequenos nódulos nas mamas e axilas, surgimento de secreção pelos mamilos, endurecimento da pele, retração da aréola, etc..

Fique atenta para os passos deste AUTO-EXAME:

1. Fique em frente ao espelho

Observe as mamas com os braços caídos, depois com as mãos na cintura fazendo e finalmente com as mãos atrás da cabeça

O que procurar? Diante do espelho: Deformações ou alterações do formato das mamas e Fendas à volta do mamilo.

2. Fique em pé e apalpe a mama

De preferência na ducha com as mãos ensaboadas, levante o braço, ponha a mão atrás da cabeça e com a outra mão palpe cuidadosamente a mama com pequenos movimentos circulares.

Palpe também a axila. Repita as mesmas manobras para a outra mama.

3. Fique deitada e apalpe a mama

Cumpra o mesmo método utilizado para a palpação em pé (passo 2).

O que procurar? No banho ou deitada procure caroços nas mamas ou axilas, secreções pelos mamilos, mamilos invertidos, assimetria entre as duas mamas, verrugas, dor à palpação.

Caso encontre algo que você ficou na dúvida, não tenha medo, procure seu ginecologista e tire suas dúvidas!!

Prevenção é o melhor remédio!

Faça a sua parte!

Agora assista um video da campanha “Eu AMO meus peitos” da Sociedade Brasileira de Mastologia:

FSMulher

 

Fisioterapia no Câncer de Mama

  O assunto câncer já foi bastante falado, principalmente no último post. É nítida a importância de um excelente tratamento nessa fase, contando desde quando é dado o diagnóstico, até para a evolução de uma cirurgia, radio e quimioterapia… Mas e nessas situações, aonde entra a fisioterapia? Ela também não deve ser abstraída da evolução do tratamento e para quem ainda não sabe em que momento nós atuamos, vamos esclarecer algumas dúvidas e clarear um pouco as ideias sobre o nosso trabalho.

Quando a paciente recebe o diagnostico da doença, através de exames de imagem, cabe ao médico dizer qual será a melhor conduta a ser tomada. No caso das cirurgias, existem vários tipos, onde pode ter a retirada total ou parcial da mama, retirada dos linfonodos e às vezes os dois. Depende muito do quanto invasiva é a cirurgia e de como o organismo da mulher vai receber ao tratamento, para assim observarmos as possíveis complicações existentes num pós-operatório de câncer de mama.

As complicações normalmente são associadas à dissecção axilar, incluindo hemorragia, lesão de nervos, infecção, necrose da pele, seroma, linfedema, distúrbios na cicatrização e disfunções sensitivas e motoras do ombro, levando ao prejuízo funcional além é claro do estresse emocional. Elas podem ser divididas em imediatas (ocorrem até 24 hrs depois da cirurgia), mediatas (até o 7º dia pós-operatório) ou tardias (depois da retirada dos pontos e alta hospitalar). Lembrando que tudo depende da afecção clínica associada, tipo de anestesia, além do grau de lesão e cuidados pós-operatórios.

Hemorragias: Oferece grande risco ao paciente. A repercussão clínica depende do tipo de sangramento, calibre do vaso e da quantidade de sangue perdido.

Infecção: É a mais comum das causas de morbimortalidade. Cada episódio de infecção da ferida operatória, aumenta o tempo de hospitalização, no caso do paciente com câncer esse quadro adia a terapia adjuvante e há evidências que sugerem que os resultados para o paciente em termos de controle local e sobrevida, estão comprometidos.

Lesões Nervosas: Em razão da manipulação cirúrgica, podem provocar alterações sensório-motoras transitórias com duração de algumas semanas com tendência a desaparecer com o passar do tempo. Elas podem ocorrer durante o procedimento cirúrgico ou ainda se instalar meses depois devido a uma neuropatia. A lesão isolada de um nervo periférico pode ser causada basicamente por 4 mecanismos:

– Compressão curta: quando realizada por alguns minutos acarreta interrupção funcional, sendo a alteração imediata e totalmente reversível.

– Compressão prolongada: Causam uma lesão levando ao déficit parcial ou total; pode ser revertido a partir do momento em que a causa da agressão é removida.

– Estiramento: pode provocar distúrbio funcional grave e duradouro. A recuperação funcional é satisfatória e se dá geralmente dentro de 3 a 4 semanas.

– Rotura parcial: lesão grave, sendo a regeneração ineficaz quando não há sutura que aproxime as extremidades separadas.

Quando existe regeneração das fibras dos nervos periféricos é comum o relato de sensação de formigamento e até mesmo dor quando se estimula a região acometida. Podem ser acometidos vários nervos e cada um deles tem sintomas diferentes. Entre os mais comuns estão o formigamento, instabilidade e proeminência da escápula, dor, fraqueza, desconforto e hiperparesia no braço. As pacientes ficam com dificuldades de encostar o braço no tronco, dificultando a realização de movimentos do ombro levando a encurtamento muscular e prejudicando as atividades de vida diária dessa mulher e evoluindo às vezes para alteração de postura e na respiração. Pode haver também a recuperação espontânea do nervo e muitas pacientes tornam-se assintomáticas.

FISIOTERAPIA: Promover dessensibilização no local utilizando elementos de diferentes texturas, exercícios para amenizar a fraqueza muscular e a limitação do movimento. Nem sempre o fisio consegue perceber essa alteração na primeira avaliação, uma vez que no pós-operatório imediato espera-se que a mulher apresente limitações na amplitude de movimento do ombro.

Seromas: É uma coleção subcutânea de fluido seroso, com aspecto e composição semelhante a de um plasma. Sua formação se dá por meio de extravasamento de plasma ou linfa ocasionado pela ablação cirúrgica da mama, dos linfáticos, tecido gorduroso, alem de resultar em grande espaço morto embaixo de retalhos.

Síndrome da rede axilar: É uma rede de cordões visíveis e palpáveis sob a pele da axila que se estende para a região medial do braço.

FISIOTERAPIA: Postura confortável, exercícios respiratórios, manobras de estiramento, drenagem linfática manual e liberação miofascial.

Distúrbios na cicatrização: Pode ocorre necrose, deiscência tecidual e aderência tecidual ou fibrose.

FISIOTERAPIA: Hidratação e mobilização cutânea, massagem, drenagem linfática manual, exercícios ativos e alongamentos.

Linfedema:  Pode levar à disfunções motoras, podendo piorar o quadro no momento da radioterapia que por sua vez conduz a lesão do músculo peitoral e danos vasculares e articulares. Os efeitos colaterais da radioterapia e dissecção axilar limitam a reabilitação e muitas pacientes tem medo de vencer o estiramento da aderência cicatricial mesmo quando o efeito colateral doloroso da radio se resolve.

FISIOTERAPIA: Além da limitação da amplitude de movimento do ombro, devem-se considerar as complicações linfáticas e cicatriciais, pois exercícios mal empregados podem gerar prejuízos à paciente. Cabe ao fisioterapeuta também orientar a paciente para que ela mesma possa fazer a manutenção do tratamento em casa.

A falta de profissionais preparados para esta abordagem é a razão de muitos médicos mastologistas prorrogarem, ou até mesmo evitarem o encaminhamento da paciente no pós-operatório imediato para um fisio. A questão é que a não realização da fisioterapia neste momento pode provocar tardiamente uma complicação na articulação do ombro como desenvolvimento do ombro congelado.

Não deixe de procurar um profissional especializado, ele fará toda a diferença na evolução do seu tratamento.

Beijos ❤

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Câncer Feminino

Bom dia meninas, depois de um bom tempo sem darmos as caras no blog… voltamos… e com a corda toda.

Há tempos estamos para escrever um post sobre os tipos de câncer que mais acometem as mulheres e ele sempre foi adiado talvez por que eu precisasse de mais tempo para escrevê-lo e para dar mais importância ao tema. É assustador entrar TODOS os dias nos sites de notícias e ver que tem no mínimo dois estudos falando de novos fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Mesmo o assunto sendo abordado de uma forma explícita, nós tendemos fechar os olhos pois realmente ele não é muito agradável.

Chega a ser ridículo, mas todos esses novos fatores de risco estão embutidos no nosso dia-a-dia e são coisas que consideramos inofensivas, ou que nem percebemos estar expostos. Estudos dizem que nascemos com genes “cancerígenos” em nosso corpo, mas que eles estão “desligados” e conforme vamos vivendo e nos expondo a algumas situações, até mesmo emocionais, esses genes são ativados e então nosso corpo fica mais suscetível ao desenvolvimento do câncer. Resumindo, nosso estilo de vida pode influenciar muito para o aparecimento da doença.

O câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que tem o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. Lembrando que em algumas situações os nódulos ou tumores podem ser benignos não levando a vida em risco. A causa da patologia é multifatorial, sendo o resultado da interação de fatores genéticos com o estilo de vida, hábitos reprodutivos e o meio ambiente. O câncer converteu-se a um evidente problema de saúde pública mundial, tornando-se a terceira maior causa de mortes por doenças. Existem muitos tipos de câncer, alguns específicos das mulheres, que podem ser muito bem prevenidos e tratados no estágio inicial evitando uma metástase e aumentando a estimativa de vida da mulher.

Desde a primeira menstruação, a mulher já cria (ou pelo menos deveria) o hábito de consultar um ginecologista no mínimo uma vez por ano. Dessa forma a mulher aprende a se conhecer melhor intimamente para identificar os primeiros sintomas caso haja alguma coisa errada. É necessário entender que o aparelho reprodutor feminino é formado por um órgão externo chamado vulva e outros internos, chamados vagina, útero trompas e ovários. A mama não é considerada um órgão do sistema reprodutor, embora esteja intimamente relacionada a ele e merece uma atenção muito especial.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) a estatística dos principais tumores específicos nas mulheres vem primeiro o câncer de mama, seguido pelo colo de útero, ovários, endométrio/corpo do útero, vulva, vagina e tuba uterina. Podendo mudar a incidência de uma região para a outra.

MAMA

O câncer de mama é considerado como o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, sendo o mais frequente entre as
mulheres. Esta doença encontra-se relacionada ao processo de industrialização, com risco de adoecimento associado ao elevado status socioeconômico, além de fatores de risco como a baixo numero de gestações, idade precoce da primeira menstruação e tardia da menopausa, reposição hormonal, obesidade, tabagismo e consumo de álcool. Essa neoplasia antes vista como a doença da menopausa, atualmente vem atingindo progressivamente um número maior de mulheres, em faixas etárias mais baixas e com taxa de mortalidade também crescente no país. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico pode ser bom.

O sintoma característico é o aparecimento de nódulo na mama, acompanhado ou não de dor. Podem surgir alterações na pele da mama como abaulamentos, retrações e aparência semelhante à casaca de laranja, além de nódulos palpáveis na axila.

COLO DE ÚTERO

O câncer de colo de útero, também chamado de cervical é o segundo mais frequente na população feminina e é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. As alterações das células que podem desencadear a neoplasia são descobertas facilmente no exame preventivo chamado de Papanicolau, por isso é importante a sua realização periódica. A principal alteração que pode levar a esse tipo de câncer é a infecção pelo vírus HPV, transmitido sexualmente. No entanto, vários fatores de risco estão associados como a atividade sexual precoce, mudança frequente de parceiros, número de gestações e filhos, pílulas, higiene inadequada e tabagismo.

Os sintomas frequentes são corrimento vaginal com odor (às vezes sanguinolento), sangramento espontâneo, dor para urinar e durante a relação sexual, aumento da frequência urinária, fraqueza e perda do apetite.

OVÁRIO

O câncer de ovário é a neoplasia ginecológica mais difícil de ser diagnosticada e o de menor chance de cura, devido à falta de exames para a detecção precoce, a maioria dos cânceres desse órgão apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnostico o que o associa à alta taxa de mortalidade. Neste caso o fator hereditário é bastante determinante, além de acometer mulheres que não engravidaram, inférteis ou que fizeram tratamentos para induzir a ovulação e mulheres na menopausa ou próximas desse período.

É importante ficar atento aos sinais de dor e aumento do volume abdominal, hemorragias, menstruações com grande fluxo e de longa duração e emagrecimento.

ENDOMÉTRIO

É a patologia ginecológica maligna mais comum nos países desenvolvidos, o aumento da incidência da doença parece estar relacionado com a epidemia de obesidade e crescente expectativa de vida nesses países. Normalmente acomete mulheres por volta de 60 anos, com cerca de 75% dos casos ocorrendo durante a menopausa, está relacionado também aos desequilíbrios hormonais, obesidade, diabetes e hipertensão.

Os sintomas mais comuns são sangramento genital, dor na região pélvica, irregularidade menstrual e aumento do volume abdominal. Além do Papanicolau, são levados em consideração os antecedentes pessoais e familiares para o diagnóstico precoce.

VULVA

O câncer de vulva é um tumor pouco comum, tem incidência predominante na pós-menopausa, aumentando a frequência com o avançar da idade. Embora seja uma doença de localização externa, o diagnóstico, em sua maioria já é na fase tardia.

A maioria das pacientes é assintomática no momento do diagnóstico, mas se houver sintomas a mulher sente coceira na região vulvar, aumento do volume, lesão com sangramento, corrimento e dor, podendo acometer os gânglios localizados na virilha.

VAGINA

Este tipo de tumor é raro, com pico de incidência entre os 50 e 70 anos de idade, com maior prevalência entre os 60 e 65 anos. Este, na maioria das vezes não manifesta sintomas no seu estagio inicial, mas com a evolução da doença as queixas mais comuns são corrimento vaginal, sangramento após as relações sexuais, dor para urinar e na região pélvica, retenção urinária, sangue na urina, aumento da frequência miccional e constipação dependendo da localização do tumor.

TUBA UTERINA

É o mais raro de todos e a sua fisiopatologia ainda permanece em sua maior parte obscura. A maioria destas neoplasias ocorre na pós-menopausa. Em razão de sua baixa prevalência não são recomendados métodos de rastreamento rotineiros.

A tríade clássica de sinais e sintomas associada a esse câncer é o corrimento vaginal aquoso, dor pélvica, aumento do volume abdominal. Normalmente esse tipo de neoplasia é um achado incidental por ocasião de cirurgias para a retirada de outros tumores.

PREVENÇÃO

É inevitável pensar no problema quando estamos diante de todas essas informações, mas no tempo em que estamos, tem sido
cada vez mais difícil dedicar tempo e atenção para ouvir o que o nosso corpo nos diz. O processo global de industrialização,
ocorrido principalmente no século passado, conduziu a uma crescente integração das economias e das sociedades dos vários países, desencadeando a redefinição de padrões de vida com uniformização das condições de trabalho, nutrição e consumo. Pode parecer chatice, mas os cuidados com a alimentação, tabagismo, álcool, sexo seguro e consultas periódicas são essenciais para não facilitarmos o aparecimento da doença. Além disso, estudos recentes mostram que a realização rotineira de exercícios físicos parece ter efeito protetor para o risco de desenvolvimento do câncer.

E você, já foi ao seu ginecologista esse ano? Ele é seu grande aliado, a realização de exames de rotina, autoconhecimento do seu corpo e orientações adequadas são métodos primordiais para evitar futuros problemas.

Beijos =*