Dia 15 de Agosto, Dia da Gestante!

A natureza é sábia! Com apenas alguns segundos de vida já nos instalamos no lugar mais seguro e confortável que existe para que possamos nos formar, crescer e nutrirmos. Um local aconchegante e com a temperatura tão agradável, que até mesmo dispensa os tecidos.

Um espaço harmonioso, luz e aroma tranquilizantes. Além dos benefícios físicos, o proprietário deste ambiente ainda nos oferece paz, atenção e muito amor. O útero materno é o lugar mais propício para que a divindade da vida seja gerada, uma mãe não mede esforços para garantir que o seu bebê esteja sempre saudável e muito bem protegido. Desta forma, não poderíamos deixar de celebrar o dia da GESTANTE!

É comum ouvirmos falar sobre o mês das noivas, mês das mães, mês da mulher, mas… mês da gestante??? Confessamos que nunca havíamos ouvido falar nesta data até o mês passado, mas ao descobrirmos, ficamos contentes, afinal, esta data é de tamanha importância assim como qualquer outra data comemorativa! É o dia para homenagearmos aquela pessoa que carrega dentro de si, um novo ser, minúsculo, frágil e ao mesmo tempo tão inteligente que cresce a cada dia.

 

É o dia dedicado para pensar como é que o nosso organismo é capaz de fazer e se adaptar à isto! Como é possível, dentro de uma pessoa permitir a fecundação de 2 gametas de tamanhos microscópicos? Estes que ao se unirem são capazes de desencadear uma série de reações físicas e psíquicas para a preparação do território, o crescimento do bebê, o momento exato para o nascimento e o tempo necessário para que o corpo volte ao normal após o parto.

Para que o bebêzinho se desenvolva dentro do ventre da mãe, ele conta com a ajuda de hormônios em altas doses, e ainda assim, algumas gestantes não sentem absolutamente nada, como é possível? Enquanto outras sentem toda essa oscilação hormonal, porém se adaptam a todas essas transformações… e como se não bastasse isso ainda se sentem felizes e radiantes. Só quem já gerou um filho dentro de si sabe qual é esta sensação. E não importa quantas gestações a mulher passou. Cada gestação é unica.

 

Desejamos a todas às mulheres que neste momento servem de abrigo e nutrem um ser dentro de si, parabéns!!! Aproveite cada momento desta gestação, pois sem dúvida ela é única e um dia você sentirá saudade da barriga, dos chutes e até mesmo dos enjôos. Nossa ideia era apenas fazer um momento de reflexão para houvesse o questionamento sobre O QUE É GERAR UMA PESSOA? Tenham um ótimo dia!

TPM… SPM… TDPM, não é coisa da mulher moderna!

Que ela existe não restam dúvidas, mas será que ela sempre existiu? Por que ela ficou tão popular nos últimos tempo? Buscamos um pouquinho da história e descobrimos que ela não é tão moderna quanto pensávamos e já sofreu várias alterações na nomenclatura.
Os gregos Semonides (2600 a.C) e Hipócrates (600 a.C), já descreviam as alterações de comportamento, as alucinações e os delírios resultantes da retenção do fluxo menstrual, também relatado por Platão, Aristóteles e Plínio. A descrição de doenças e transtornos que incidem no período menstrual também foi encontrada nos papiros a 2000 a.C.
Uma das primeiras descrições da tensão pré-menstrual (TPM), datada em 1842, foi reconhecida como caso de “insanidade” pré-menstrual. A partir desta data, começaram a descrever o período menstrual como um intervalo de tempo em que ocorria clara alteração de tipo afetivo relacionadas com a ocorrência da psicose pós-parto. O quadro foi caracterizado por mau humor, propensão a brigas e melancolia durante este período. Em 1931 Robert T. Frank, fez a primeira descrição científica da tensão pré-menstrual relacionada a acúmulo de hormônios sexuais no organismo. Segundo Frank, as mulheres sentem as conseqüências de em função de fadiga e irritabilidade, como se não coubessem em si, e apresentam o desejo de aliviar sua tensão por meio de ações consideradas tolas ou doentias. Elas obtêm alívio completo das queixas logo após a descida do fluxo. Na década de 1950 a nomenclatura TPM foi revisada e consideraram tal termo insuficiente, sendo a tensão apenas um dentre os sintomas apresentados nesse transtorno, propondo a adoção do termo “síndrome pré-menstruais” (SPM). Em 1987 o conceito da SPM evoluiu para ”transtorno disfórico pré-menstrual” (TDPM).
A partir do reconhecimento da TDPM como doença, surgiu uma série de questões éticas e legais relacionadas à responsabilidade penal e à discriminação das mulheres portadoras desse sofrimento. Porém muitas mulheres ainda se queixam, com frustração e mágoa, da falta de sensibilidade dos profissionais de saúde em avaliar a doença, bem como da falta de opções terapêuticas. Mas é importante ficar atenta para esses sintomas, pois caso eles não cessem até o final da menstruação, não é TPM!
Portanto, é possível ver que as mulheres sempre tiveram esse distúrbio, porém agora com a inclusão ao mercado de trabalho, elas estão mais sobrecarregadas com suas tarefas diárias, o que levam os sintomas da TPM a ocorrerem de forma mais intensa, e assim, devemos aprender a lidar com certas situações nesse período contando principalmente com a nossa própria paciência!

E pra finalizar esse assunto tão polêmico, um pouquinho de bom humor.

Mudanças de humor durante a gravidez tem solução?

“Esses dias eu chorei só de ver uma propaganda na tv!!!”, “Estou bem e do nada fico tão irritada com meu ‘namorido’, coitado!!” .. Essas expressões vocês já devem ter ouvido de amigas ou até mesmo enquanto vocês estiveram (ou estão) grávidas! Ou seja, as gestantes oscilam o humor com facilidade, entre o choro e a felicidade. O que é isso? Coisa de grávida?? Não tem solução??

Sim, é coisa da gravidez! E tem explicação biológica: durante a gravidez os níveis de hormônios femininos (estrógeno e progesterona) aumentam excessivamente deixando o organismo das futuras mães muito “confuso”. Assim como a TPM que é uma queda drástica dos mesmos hormônios e isso altera o humor das mulheres, o aumento súbito deles também traz suas consequências.

Porém, nas futuras mamães, além das alterações hormonais, existem também as preocupações: “Vou ser uma boa mãe?”, “Será que vai nascer bem?”, “Será que vou ficar com estrias?”, “Será que vou saber educar bem?” Inumeras são as preocupações que surgem, mas ao mesmo tempo é uma situação ambígua, pois gerar um ser no ventre é algo fantástico! Exemplo de que a natureza sabe o que faz.

Mas enfim, tanta oscilação cansa! Tem solução? Sim!

ATIVIDADE FÍSICA! Claro, especializado para grávidas!

Todas as gravidinhas que temos atendido até hoje relatam que ficam menos ansiosas, mais calmas, melhoram a autoestima e a auto-imagem, oscilam menos do choro para o sorriso (e vice-versa) e ficam mais preparadas emocionalmente para o dia da chegada do bebê!! Por quê?? O exercício físico leva a liberação de alguns hormônios, entre eles a endorfina. Este é capaz de aliviar as dores, colocando o organismo inteiro em um estado de relaxamento, além disso executa uma papel essêncial entre a vitalidade e a depressão.

Além da atividade física é importante preparar melhor o corpo para o momento tão esperado, o parto. Poder esclarecer dúvidas que surgem a cada trimestre e estar em ambiente que terá contato com outras gestantes pode ajudar muito. Poder compartilhar os medos e as novidades com acompanhamento de profissional especializado para esclarecê-los é a melhor solução.

Portanto, se você que está grávida ou conhece alguém que esteja, procure um fisioterapeuta especializado em obstetrícia e sinta-se mais segura com uma gestação maravilhosa e podendo desfrutar de cada momento que é único!!

Vale ressaltar que é essencial o consentimento médico para iniciar qualquer atividade física!

Beijos,

FSMulher