Trabalho de Parto – 2º Estágio

stages-of-labour-454

Demoramos um pouco, mas estamos de volta!

Como já descrito anteriormente, a 1a fase do Trabalho de Parto (clique e releia!) inclui o tempo desde o início até o momento e que o colo do útero está totalmente dilatado (10 cm).

O segundo estágio se dá do tempo de dilatação total do colo até o nascimento do bebê o que geralmente varia entre mães de primeira viagem – primigestas e mães que já estão tendo o segundo ou mais filhos – multíparas.

trabalhoparto2No caso das primigestas esse estágio requer 20 contrações e tem duração média de 50 minutos, enquanto nas multíparas são necessárias 10 ou menos contrações terminando após 20 minutos (obs. Para facilitar o entendimento esses números são a estimativa, porém, vale ressaltar que varia de uma gestante para outra).

O estágio II do trabalho de parto é caracterizado por contrações involuntárias do útero associadas com a força voluntária da mãe para empurrar o bebê (comumente chamado de “puxo“) e ajudar o parto. Algumas vezes a mãe começa a empurrar e gemer, sinalizando que está apresentando o reflexo da expulsão, mas nesse momento é muito importante que o obstetra se certifique que haja dilatação total para evitar possíveis lesões do colo do útero.

A mãe deve ser estimulada a trabalhar em conjunto com as contrações uterina, trabalhoparto3
ao mesmo tempo relaxando o períneo e permitindo que o assoalho pélvico alongue-se da maneira mais confortável possível.  Quando receber permissão para empurrar, ela deve esperar até que a vontade de empurrar novamente se torne irresistível. Sempre lembrando de respirar profundamente enquanto empurra com uma força constante, deixando escapar o ar para não prender a respiração contra a glote fechada, evitando grandes flutuações da pressão sanguínea.

trabalhoparto4Quando a cabeça do bebê coroar, a mãe sentirá queimação (também conhecido como “círculo de fogo“. Já ouviu falar?) e alongamento, seguidos por uma dormência naturalmente induzida que resulta quando os tecidos estão totalmente alongados e a circulação sanguínea é suprimida. Essa dormência é conhecida como “anestesia natural”.

Um parto lento e controlado geralmente resulta em trauma mínimo para assoalho pélvico e canal de parto, muitas vezes não necessitando de intervenções cirúrgicas como a episiotomia. A cabeça do feto se molda conforme o bebê desce pelo canal vaginal, os ombros nascem um de cada vez e os esforços da mãe devem ser controlados e ela naturalmente não sente vontade de empurrar. O útero leva alguns momentos para acomodar-se ao volume diminuído, contudo, as fibras musculares e o fundo do útero podem retrair e reduzir o tamanho da cavidade uterina em 30 segundos. Depois disso, o restante do corpo do bebê sai facilmente.

Vale ressaltar que as figuras mais importantes para um bom trabalho de parto são a MÃE e o BEBÊ, todas as pessoas que estão em volta são apenas figurantes. O momento é da mãe e é ela quem deve controlar todo o procedimento. 

Em breve voltamos com o terceiro e último estágio do trabalho de parto.

cade-love-3

Fonte: Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia

         The Pregnant Body Book

 

= fsMulher =

Trabalho de Parto – 1º Estágio

A maneira mais fácil de entender o trabalho de parto humano é dividí-lo em estágios e fases. Ele pode ser dividido em 4 estágios:520942-101128-46 

Estágio I – Dilatação: Período de afinamento e dilatação do colo uterino conforme o bebê desce

Estágio II – Período expulsivo: Parto do bebê

Estágio III – Dequitação: Parto da placenta

Estágio IV – Pós-parto

Nesse post daremos ênfase ao Estágio I o qual é comumente conhecido como trabalho de parto e está dividido em 3 fases:

– Trabalho inicial ou fase latente

– Trabalho ativo ou fase ativa

– Trabalho tardio ou transição

A fase inicial ou latente é geralmente a mais longa porque as contrações são mais leves e ficam no pico por um tempo mais curto do que as contrações tardias. É difícil prever com exatidão a duração dessa fase, mas em média dura torno de 10 horas. Durante esse tempo, a mãe está ansiosa e em dúvida se este é realmente o trabalho de parto. As principais características dessa fase é que o colo amolece, afina, começa a dilatar; começam as contrações leves com intervalos de 20 a 5 minutos, pode-se ter corrimento, haver dor nas costas e náusea, além de 3 a 4 cm de dilatação.

Nesse período a mãe deve tentar relaxar; continuar suas atividades em casa; respirar profundamente quando não puder mais caminhar.

diagram-closeup-head-effacement-dilationA fase ativa trata-se tipicamente de um período agitado para a mãe, as contrações se tornam mais duradoras, mais fortes e com intervalos menores entre si. É nesse momento que os médicos geralmente sugerem que a mulher seja internada. Mulheres que freqüentam aulas de preparação para parto aprendem como relaxar, respirar e lidar com a dor associada com as contrações durante o processo de internação. Esse momento pode ser estressante para algumas mulheres e casais. As principais características dessa fase é que o colo se abre; o bebê desce; contrações aumentam; têm duração de 2 a 9 horas; sensação de pressão na parte inferior das costas, virilha e períneo, além de 4 a 7 cm de dilatação, contrações com 60 segundos de duração e intervalos de 5 a 1 minuto.

A mãe pode se sentir sobrecarregada ou desanimada, nesse momento ela deve concentrar-se na respiração, mudar de posição e principalmente conservar energia.

O trabalho tardio ou de transição é caracterizado pelas contrações freqüentes, longas e intensas, acompanhada com sintomas de náusea, vômito, tremores nas pernas e sentimentos de desanimo. É a fase mais difícil e também a mais curta, o colo está aberto e o bebê entra no canal de parto. As contrações tem duração de 60 a 90 segundos com 7 a 10 cm de dilatação. Nesse momento, a mulher sente uma compulsão para fazer força e expulsar o bebê. A fase de transição pode durar uma hora ou mais, o ideal é que a mãe consiga relaxa o corpo e o períneo; lembrar sempre que o bebê está chegando e repousar entre as contrações mantendo uma respiração calma e fluida.

trabalhoparto (2)

As mulheres que buscam um parto normal e desejam um trabalho de parto menos afobado devem procurar hospitais que as deixem caminhar e se mover durante todo o processo, que permitam assumir posições para o trabalho de parto diferentes das utilizadas numa litotomia (posição ginecológica) padrão e receber intervenção mínima da equipe de enfermagem, fisioterapeutas ou doulas se essa for a sua vontade.

Em breve, os próximos estágios do trabalho de parto.

birth_ArticleImage

Fonte: Fisioterapia Aplicada à Ginecologia e Obstetrícia 

           The Pregnant Body Book

8 de Março, Dia Internacional da Mulher!!!

QUANDO CHEGAR

“Quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade
nem Amélia num ninguém
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez

e quando chegar aos 50
serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe

e quando chegar aos 90
já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
registrar tudo que sei
e morrer de saudade.”

Martha Medeiros

Parabéns a todas as mulheres!!! ♥

480000_346408198798495_1412220756_n

Endometriose – distúrbio ginecológico mais falado!

Várias condições podem influenciar no tão complexo sistema de reprodução feminino, interferindo no processo de reprodução em diversas etapas e regiões. Por exemplo: a produção de óvulos pode estar comprometida, a tuba uterina por onde o óvulo tem que caminhar até se encontrar com o espermatozóide pode estar obstruída, o útero pode apresentar condições não propícias para a implantação do óvulo fecundado ou.. o tecido do útero que descama todo mês durante a menstruação pode se deslocar e se implantar em regiões menos esperadas e dificultar a fertilização.

Este último é a conhecida ENDOMETRIOSE!

Endometriose é um dos distúrbios ginecológicos ( benignos) mais comuns em mulheres na fase reprodutiva (20%) e estudos mostram que entre 30-50% das mulheres inférteis apresentam esta doença!

Antes de explicar sobre a Endometriose, conheça o Sistema Reprodutor Feminino e a sua localização.

É definida como o distúrbio em que o tecido que reveste o útero, o ENDOMÉTRIO, sai do útero (pelo sangue) e se desloca para qualquer região que não seja no útero. Geralmente vão para órgãos próximos ao útero como a bexiga, ovários, intestino, porém em alguns casos este tecido pode se encontrar no coração, pulmão e até no cérebro!

Como descobrir que o tecido uterino se apresenta em outro local?

No quadro ao lado é possível ver algum dos sintomas, porém tem casos em que a pessoa não apresenta nenhum sintoma e só desconfia quando apresenta dificuldade para engravidar.

E  a dúvida principal seria, como isso ocorre?

Infelizmente no momento só se tem teorias! A mais aceita é a seguinte:  Durante a menstruação existiria um refluxo de células do endométrio através das tubas uterinas e sua implantação ao redor das estruturas pélvicas. No entanto, esta menstruação retrograda acontece em praticamente todas as mulheres. Portanto, surge a seguinte pergunta: por que em algumas mulheres a doença desenvolve-se e em outras não? Uma das explicações seria a variação da ocorrência de alterações no sistema imune das mulheres.

Como saber se tenho ou não endometriose?

Ao ler os sintomas, pode ser que muitas de vocês se identifiquem e achem que apresente endometriose, porém este diagnóstico é muito difícil. Pois existem diversas doenças que tem como característica os sintomas supracitados, como por exemplo doença inflamatória pélvica, síndrome do cólon irritado e cistite intersticial. Logo, para diagnosticar requer avaliação de diagnóstico diferencial, exame ginecológico e por fim, necessita de uma cirurgia chamada Videolaparoscopia. Com os estudos em andamento, vários exames laboratoriais estão permitindo predizer, com precisão e alta confiabilidade, que a mulher tenha endometriose!

Caso se identifique, procure seu ginecologista!

Quanto a tratamento?

Aguardem próximo post da FSMulher! E não se preocupem, as opções são diversas!

FSMulher

Dia 15 de Agosto, Dia da Gestante!

A natureza é sábia! Com apenas alguns segundos de vida já nos instalamos no lugar mais seguro e confortável que existe para que possamos nos formar, crescer e nutrirmos. Um local aconchegante e com a temperatura tão agradável, que até mesmo dispensa os tecidos.

Um espaço harmonioso, luz e aroma tranquilizantes. Além dos benefícios físicos, o proprietário deste ambiente ainda nos oferece paz, atenção e muito amor. O útero materno é o lugar mais propício para que a divindade da vida seja gerada, uma mãe não mede esforços para garantir que o seu bebê esteja sempre saudável e muito bem protegido. Desta forma, não poderíamos deixar de celebrar o dia da GESTANTE!

É comum ouvirmos falar sobre o mês das noivas, mês das mães, mês da mulher, mas… mês da gestante??? Confessamos que nunca havíamos ouvido falar nesta data até o mês passado, mas ao descobrirmos, ficamos contentes, afinal, esta data é de tamanha importância assim como qualquer outra data comemorativa! É o dia para homenagearmos aquela pessoa que carrega dentro de si, um novo ser, minúsculo, frágil e ao mesmo tempo tão inteligente que cresce a cada dia.

 

É o dia dedicado para pensar como é que o nosso organismo é capaz de fazer e se adaptar à isto! Como é possível, dentro de uma pessoa permitir a fecundação de 2 gametas de tamanhos microscópicos? Estes que ao se unirem são capazes de desencadear uma série de reações físicas e psíquicas para a preparação do território, o crescimento do bebê, o momento exato para o nascimento e o tempo necessário para que o corpo volte ao normal após o parto.

Para que o bebêzinho se desenvolva dentro do ventre da mãe, ele conta com a ajuda de hormônios em altas doses, e ainda assim, algumas gestantes não sentem absolutamente nada, como é possível? Enquanto outras sentem toda essa oscilação hormonal, porém se adaptam a todas essas transformações… e como se não bastasse isso ainda se sentem felizes e radiantes. Só quem já gerou um filho dentro de si sabe qual é esta sensação. E não importa quantas gestações a mulher passou. Cada gestação é unica.

 

Desejamos a todas às mulheres que neste momento servem de abrigo e nutrem um ser dentro de si, parabéns!!! Aproveite cada momento desta gestação, pois sem dúvida ela é única e um dia você sentirá saudade da barriga, dos chutes e até mesmo dos enjôos. Nossa ideia era apenas fazer um momento de reflexão para houvesse o questionamento sobre O QUE É GERAR UMA PESSOA? Tenham um ótimo dia!

EPI-NO… o novo queridinho!

Hoje daremos uma luz para as mulheres que desejam realizar o parto normal. Uma dica preciosa para a facilitação, conforto e segurança para o momento da chegada do bebê! Falaremos sobre o EPI-NO, aparelhinho que pouca gente conhece, mas quem conhece AMA e RECOMENDA.

O EPI-NO é um aparelho alemão usado para exercitar a musculatura do períneo durante a gestação. Contando com a ajuda dele, é possível quantificar a flexibilidade da musculatura da região, evitando assim a ocorrência da episiotomia e outras lesões que podem ocorrer durante o nascimento do bebê. Quando a musculatura do assoalho pélvico permanece intacta, os músculos e tecidos podem se recuperar mais facilmente após o parto.

A mulher deve inserí-lo na sua rotina cerca de 3 semanas antes da data prevista para parto, podendo desta forma iniciar os exercícios para aumentar a elasticidade dos músculos do assoalho pélvico.

O EPI-NO não deve ser abandonado no pós-parto. Depois que o seu bebê nascer, ele será o parceiro ideal para ajudá-la a recuperar a força e tônus do seu assoalho pélvico que foi sobrecarregado pelo peso do bebê durante toda a gestação e possivelmente estará fragilizado após o parto. Além de fazer o músculo trabalhar, a mulher consegue acompanhar o seu desempenho através do biofeedback, o que motiva o desempenho de recuperação e busca maior satisfação sexual.

Esse aparelhinho milagroso é muito comum na Europa (vendido em farmácias sem nem mesmo precisar de receita médica) e lá é vendido a um preço acessível para todas as gestantes. Maaaas…  infelizmente aqui no Brasil ele é raro, e quando encontrado tem preços surreais, o que desencoraja as mulheres a adquirí-lo para ser usado durante poucas semanas.

Pensando nessas mulheres que sonham em ter um parto normal, seguro e tranquilo e que não conseguem acesso ao EPI-NO, alguns lugares do Brasil (principalmente em São Paulo) disponibilizam o aparelho para locação ou para sessões em consultórios de fisioterapia, facilitando (e muito) a vida dessas gravidinhas. Caso se interessem, falem conosco!

= fsMulher =

Fotos por João Victor Bolan: http://www.behance.net/joaobolan

Para maiores informações sobre o produto: www.epi-no.com.br/

Fisioterapia no Câncer de Mama

  O assunto câncer já foi bastante falado, principalmente no último post. É nítida a importância de um excelente tratamento nessa fase, contando desde quando é dado o diagnóstico, até para a evolução de uma cirurgia, radio e quimioterapia… Mas e nessas situações, aonde entra a fisioterapia? Ela também não deve ser abstraída da evolução do tratamento e para quem ainda não sabe em que momento nós atuamos, vamos esclarecer algumas dúvidas e clarear um pouco as ideias sobre o nosso trabalho.

Quando a paciente recebe o diagnostico da doença, através de exames de imagem, cabe ao médico dizer qual será a melhor conduta a ser tomada. No caso das cirurgias, existem vários tipos, onde pode ter a retirada total ou parcial da mama, retirada dos linfonodos e às vezes os dois. Depende muito do quanto invasiva é a cirurgia e de como o organismo da mulher vai receber ao tratamento, para assim observarmos as possíveis complicações existentes num pós-operatório de câncer de mama.

As complicações normalmente são associadas à dissecção axilar, incluindo hemorragia, lesão de nervos, infecção, necrose da pele, seroma, linfedema, distúrbios na cicatrização e disfunções sensitivas e motoras do ombro, levando ao prejuízo funcional além é claro do estresse emocional. Elas podem ser divididas em imediatas (ocorrem até 24 hrs depois da cirurgia), mediatas (até o 7º dia pós-operatório) ou tardias (depois da retirada dos pontos e alta hospitalar). Lembrando que tudo depende da afecção clínica associada, tipo de anestesia, além do grau de lesão e cuidados pós-operatórios.

Hemorragias: Oferece grande risco ao paciente. A repercussão clínica depende do tipo de sangramento, calibre do vaso e da quantidade de sangue perdido.

Infecção: É a mais comum das causas de morbimortalidade. Cada episódio de infecção da ferida operatória, aumenta o tempo de hospitalização, no caso do paciente com câncer esse quadro adia a terapia adjuvante e há evidências que sugerem que os resultados para o paciente em termos de controle local e sobrevida, estão comprometidos.

Lesões Nervosas: Em razão da manipulação cirúrgica, podem provocar alterações sensório-motoras transitórias com duração de algumas semanas com tendência a desaparecer com o passar do tempo. Elas podem ocorrer durante o procedimento cirúrgico ou ainda se instalar meses depois devido a uma neuropatia. A lesão isolada de um nervo periférico pode ser causada basicamente por 4 mecanismos:

– Compressão curta: quando realizada por alguns minutos acarreta interrupção funcional, sendo a alteração imediata e totalmente reversível.

– Compressão prolongada: Causam uma lesão levando ao déficit parcial ou total; pode ser revertido a partir do momento em que a causa da agressão é removida.

– Estiramento: pode provocar distúrbio funcional grave e duradouro. A recuperação funcional é satisfatória e se dá geralmente dentro de 3 a 4 semanas.

– Rotura parcial: lesão grave, sendo a regeneração ineficaz quando não há sutura que aproxime as extremidades separadas.

Quando existe regeneração das fibras dos nervos periféricos é comum o relato de sensação de formigamento e até mesmo dor quando se estimula a região acometida. Podem ser acometidos vários nervos e cada um deles tem sintomas diferentes. Entre os mais comuns estão o formigamento, instabilidade e proeminência da escápula, dor, fraqueza, desconforto e hiperparesia no braço. As pacientes ficam com dificuldades de encostar o braço no tronco, dificultando a realização de movimentos do ombro levando a encurtamento muscular e prejudicando as atividades de vida diária dessa mulher e evoluindo às vezes para alteração de postura e na respiração. Pode haver também a recuperação espontânea do nervo e muitas pacientes tornam-se assintomáticas.

FISIOTERAPIA: Promover dessensibilização no local utilizando elementos de diferentes texturas, exercícios para amenizar a fraqueza muscular e a limitação do movimento. Nem sempre o fisio consegue perceber essa alteração na primeira avaliação, uma vez que no pós-operatório imediato espera-se que a mulher apresente limitações na amplitude de movimento do ombro.

Seromas: É uma coleção subcutânea de fluido seroso, com aspecto e composição semelhante a de um plasma. Sua formação se dá por meio de extravasamento de plasma ou linfa ocasionado pela ablação cirúrgica da mama, dos linfáticos, tecido gorduroso, alem de resultar em grande espaço morto embaixo de retalhos.

Síndrome da rede axilar: É uma rede de cordões visíveis e palpáveis sob a pele da axila que se estende para a região medial do braço.

FISIOTERAPIA: Postura confortável, exercícios respiratórios, manobras de estiramento, drenagem linfática manual e liberação miofascial.

Distúrbios na cicatrização: Pode ocorre necrose, deiscência tecidual e aderência tecidual ou fibrose.

FISIOTERAPIA: Hidratação e mobilização cutânea, massagem, drenagem linfática manual, exercícios ativos e alongamentos.

Linfedema:  Pode levar à disfunções motoras, podendo piorar o quadro no momento da radioterapia que por sua vez conduz a lesão do músculo peitoral e danos vasculares e articulares. Os efeitos colaterais da radioterapia e dissecção axilar limitam a reabilitação e muitas pacientes tem medo de vencer o estiramento da aderência cicatricial mesmo quando o efeito colateral doloroso da radio se resolve.

FISIOTERAPIA: Além da limitação da amplitude de movimento do ombro, devem-se considerar as complicações linfáticas e cicatriciais, pois exercícios mal empregados podem gerar prejuízos à paciente. Cabe ao fisioterapeuta também orientar a paciente para que ela mesma possa fazer a manutenção do tratamento em casa.

A falta de profissionais preparados para esta abordagem é a razão de muitos médicos mastologistas prorrogarem, ou até mesmo evitarem o encaminhamento da paciente no pós-operatório imediato para um fisio. A questão é que a não realização da fisioterapia neste momento pode provocar tardiamente uma complicação na articulação do ombro como desenvolvimento do ombro congelado.

Não deixe de procurar um profissional especializado, ele fará toda a diferença na evolução do seu tratamento.

Beijos ❤

Image

Mulher e seu corpo – PARTE 1

Acreditem se quiser, mesmo que a sociedade cultue

o corpo feminino e as mulheres esforcem-se para ter um corpo bonito e impecável.. nem todas ainda se conhecem por inteiro! Duvida? Tem uma região do nosso corpo que poucas já ouviram falar e algumas têm até medo de tocar. Por quê? Há muito tabu sobre essa região. Vocês já imaginam do que estamos falando?

Se vocês pensaram em “Assoalho Pélvico” ou “Períneo” ou “Parte sexual da mulher”, parabéns! Se ainda não ouviram falar este é o momento de descobrir. Afinal, assoalho pélvico tem VÁRIAS funções extremamente importantes ao nosso corpo!

“Assoalho” significa chão e “Pélvico”, refere-se ao osso da bacia. Logo, refere-se a um conjunto de músculos profundos que se encontram na região inferior da bacia, que começa atrás do osso onde tem o monte pubiano e vai até o ânus. Essa região também é conhecida como “Períneo”.

Como qualquer músculo do nosso corpo, esses músculos devem ter alguma função, certo? E qual seria? Vamos primeiro acompanhar o raciocínio. A imagem ao lado mostra as estruturas que atravessam o assoalho pélvico (em azul escuro): uretra (canal da bexiga por onde passa a urina), canal vaginal e ânus.

Agora imaginemos as seguintes situações: quando estamos MUITO apertadas para ir ao banheiro, mas não tem, temos que segurar o xixi, certo? Ou quando estamos na frente de outras pessoas e não podemos soltar gases, nós seguramos. Ou não tem banheiro para fazer o “número 2”, temos que segurar. Em qualquer uma dessas situações quem que nos salva? Os MAP – Músculos do Assoalho Pélvico. Sem eles trabalhando de forma eficaz podemos vir a ter escape de urina (incontinência urinária) ou de fezes/flatos (incontinência fecal).

E como vemos pela imagem, o assoalho pélvico parece uma “rede” que carrega, literalmente, a bexiga, útero e intestino. Se essa rede não estiver firme, ou melhor, se o músculo não souber trabalhar (contrair) certo, o que acontece com quem está nela? Cair? SIM! Por isso surgem os termos “bexiga caída” ou, pelo termo médico, os Prolapsos de Órgãos Pélvicos.

Pela anatomia desses músculos, tem uma outra função essencial que é de estabilização da coluna. O assoalho pélvico está inserido no osso da pelve (bacia – ver foto 02) que por sua vez está conectada às vertebras. Logo, se essa musculatura não estiver fortalecida o suficiente, pode causar desequilíbrio muscular de forma global.

Por último, o assoalho pélvico também é responsável pela função sexual. Como vimos pela imagem, por ele atravessa o canal vaginal. Ou seja, ele é responsável pelo estreitamento da vagina, pela melhor irrigação sanguínea e percepção corporal.

Se você já apresenta Incontinência urinária/fecal ou prolapso de órgãos pélvicos ou dor/desconforto durante a relação sexual entrem em contato conosco pois há tratamento fisioterapêutico! E para quem não tem nada disso, mas deseja prevenir ou indicar a quem apresenta esses quadros, aguardem “Mulher e seu corpo – PARTE 2″!!

Agora, aproveitem o video seguinte que mostra todos os músculos importantes para estabilizar nosso corpo, inclusive os Músculos do Assoalho Pélvico (tempo 1’10”)!

Beijos,

FSMulher

TPM… SPM… TDPM, não é coisa da mulher moderna!

Que ela existe não restam dúvidas, mas será que ela sempre existiu? Por que ela ficou tão popular nos últimos tempo? Buscamos um pouquinho da história e descobrimos que ela não é tão moderna quanto pensávamos e já sofreu várias alterações na nomenclatura.
Os gregos Semonides (2600 a.C) e Hipócrates (600 a.C), já descreviam as alterações de comportamento, as alucinações e os delírios resultantes da retenção do fluxo menstrual, também relatado por Platão, Aristóteles e Plínio. A descrição de doenças e transtornos que incidem no período menstrual também foi encontrada nos papiros a 2000 a.C.
Uma das primeiras descrições da tensão pré-menstrual (TPM), datada em 1842, foi reconhecida como caso de “insanidade” pré-menstrual. A partir desta data, começaram a descrever o período menstrual como um intervalo de tempo em que ocorria clara alteração de tipo afetivo relacionadas com a ocorrência da psicose pós-parto. O quadro foi caracterizado por mau humor, propensão a brigas e melancolia durante este período. Em 1931 Robert T. Frank, fez a primeira descrição científica da tensão pré-menstrual relacionada a acúmulo de hormônios sexuais no organismo. Segundo Frank, as mulheres sentem as conseqüências de em função de fadiga e irritabilidade, como se não coubessem em si, e apresentam o desejo de aliviar sua tensão por meio de ações consideradas tolas ou doentias. Elas obtêm alívio completo das queixas logo após a descida do fluxo. Na década de 1950 a nomenclatura TPM foi revisada e consideraram tal termo insuficiente, sendo a tensão apenas um dentre os sintomas apresentados nesse transtorno, propondo a adoção do termo “síndrome pré-menstruais” (SPM). Em 1987 o conceito da SPM evoluiu para ”transtorno disfórico pré-menstrual” (TDPM).
A partir do reconhecimento da TDPM como doença, surgiu uma série de questões éticas e legais relacionadas à responsabilidade penal e à discriminação das mulheres portadoras desse sofrimento. Porém muitas mulheres ainda se queixam, com frustração e mágoa, da falta de sensibilidade dos profissionais de saúde em avaliar a doença, bem como da falta de opções terapêuticas. Mas é importante ficar atenta para esses sintomas, pois caso eles não cessem até o final da menstruação, não é TPM!
Portanto, é possível ver que as mulheres sempre tiveram esse distúrbio, porém agora com a inclusão ao mercado de trabalho, elas estão mais sobrecarregadas com suas tarefas diárias, o que levam os sintomas da TPM a ocorrerem de forma mais intensa, e assim, devemos aprender a lidar com certas situações nesse período contando principalmente com a nossa própria paciência!

E pra finalizar esse assunto tão polêmico, um pouquinho de bom humor.